quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Prática Espírita

Os Chacras na prática espírita
por Fernando A. Palermo Falleiros
 
 
Tendo em vista que toda influência de energias nos elementos que compõem o ser humano tem vital importância na harmonia garantidora da saúde plena, convém que tenhamos noção da fisiologia e das funções dos centros vitais denominados chacras, os quais, ainda que inconscientemente, são tratados na fluidoterapia espírita. Chacra (ou Chakra), palavra sânscrita que significa roda. Estudos recentes a respeito do funcionamento da acupuntura têm comprovado a existência dos chacras, dos meridianos e pontos de acupuntura, que são microchacras, ligados aos chacras principais, por canais de energia.
Os grandes chacras estão situados em uma linha vertical que sobe da base da coluna até a cabeça. O mais baixo, chamado de chacra raiz, fica perto do cóccix. O segundo, chamado de chacra sacral, situa-se logo abaixo do umbigo. O terceiro, plexo solar, situa-se na metade superior do abdome. O quarto, também conhecido como chacra cardíaco, encontra-se na parte média do esterno, próximo ao coração. O quinto chacra, o da garganta, localiza-se no pescoço, na região da laringe. O sexto, o da testa, situa-se na parte média da fronte, ligeiramente acima do cavalete do nariz. O sétimo é o coronário e está localizado na cabeça. Autores espirituais atribuem importância ao chacra coronário como responsável pela coordenação de todos os demais. Kardec, n'O Livro dos Médiuns, afirma que este chacra assimila as energias divinas, sendo o santuário da vida superior.
Verificou-se que os chacras podem desarmonizar-se em dois aspectos: inibição e congestão.
O primeiro chacra, quando equilibrado, tem como função manter a segurança do indivíduo, promovendo a manutenção de sua vida biológica e psicológica. É o chacra da preservação da vida e afirmação da pessoa no mundo. Está ligado ao instinto de sobrevivência, sendo o principal agente de resposta da fuga ou luta. Relaciona-se com o medo de algo que pode acontecer e causar danos ao corpo físico e com perigo de vida. Psiquicamente, é responsável pela vontade de viver e afirmação da capacidade de encarar as tribulações da vida. Quando a energia está equilibrada, a pessoa manifesta uma firme vontade de viver, afirmando seus valores e enfrentando os empecilhos da vida com prudência e tranqüilidade.
Quando congestionado, na hiperatividade, gera destemor, situação em que o individuo não sente medo de nada, agindo de forma imprudente e irresponsável, sem pensar que seus atos podem provocar conseqüências prejudiciais a si mesmo e aos outros.
Quando inibido, na hipoatividade, esse chacra irá gerar a insegurança, em que o indivíduo se sente incapaz de conduzir-se e afirmar na vida. A inibição do chacra torna a pessoa insegura, acuada, diante dos desafios da existência. Em grau extremo, a inibição pode paralisar a pessoa, que enfrenta muito medo de errar, gerando-se desconforto e sofrimento. Característica que implica também dependência psicológica em relação à aprovação dos outros, que passam a ser muito importantes para validar a atuação da pessoa insegura. Em determinados casos pode levar o ser ao processo depressivo, devido à insegurança.
Vê-se, portanto, que considerar os chacras na prática espírita, pode ser um caminho a contribuir para a terapêutica de patologias, tanto física, quanto espirituais.

Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2110 - janeiro 2015 - Ano 87


Nenhum comentário:

Postar um comentário