Os Chacras na prática espírita
por Fernando A. Palermo Falleiros
Tendo em vista que toda influência de energias
nos elementos que compõem o ser humano tem vital importância na harmonia
garantidora da saúde plena, convém que tenhamos noção da fisiologia e das
funções dos centros vitais denominados chacras, os quais, ainda que
inconscientemente, são tratados na fluidoterapia espírita. Chacra (ou Chakra),
palavra sânscrita que significa roda. Estudos recentes a respeito do
funcionamento da acupuntura têm comprovado a existência dos chacras, dos
meridianos e pontos de acupuntura, que são microchacras, ligados aos chacras
principais, por canais de energia.
Os grandes chacras estão situados em uma linha
vertical que sobe da base da coluna até a cabeça. O mais baixo, chamado de
chacra raiz, fica perto do cóccix. O segundo, chamado de chacra sacral,
situa-se logo abaixo do umbigo. O terceiro, plexo solar, situa-se na metade
superior do abdome. O quarto, também conhecido como chacra cardíaco,
encontra-se na parte média do esterno, próximo ao coração. O quinto chacra, o
da garganta, localiza-se no pescoço, na região da laringe. O sexto, o da testa,
situa-se na parte média da fronte, ligeiramente acima do cavalete do nariz. O
sétimo é o coronário e está localizado na cabeça. Autores espirituais atribuem
importância ao chacra coronário como responsável pela coordenação de todos os
demais. Kardec, n'O Livro dos Médiuns, afirma que este chacra assimila
as energias divinas, sendo o santuário da vida superior.
Verificou-se que os chacras podem desarmonizar-se
em dois aspectos: inibição e congestão.
O primeiro chacra, quando equilibrado, tem como
função manter a segurança do indivíduo, promovendo a manutenção de sua vida
biológica e psicológica. É o chacra da preservação da vida e afirmação da
pessoa no mundo. Está ligado ao instinto de sobrevivência, sendo o principal
agente de resposta da fuga ou luta. Relaciona-se com o medo de algo que pode
acontecer e causar danos ao corpo físico e com perigo de vida. Psiquicamente, é
responsável pela vontade de viver e afirmação da capacidade de encarar as
tribulações da vida. Quando a energia está equilibrada, a pessoa manifesta uma
firme vontade de viver, afirmando seus valores e enfrentando os empecilhos da
vida com prudência e tranqüilidade.
Quando congestionado, na hiperatividade, gera
destemor, situação em que o individuo não sente medo de nada, agindo de forma
imprudente e irresponsável, sem pensar que seus atos podem provocar conseqüências
prejudiciais a si mesmo e aos outros.
Quando inibido, na hipoatividade, esse chacra irá
gerar a insegurança, em que o indivíduo se sente incapaz de conduzir-se e
afirmar na vida. A inibição do chacra torna a pessoa insegura, acuada, diante
dos desafios da existência. Em grau extremo, a inibição pode paralisar a
pessoa, que enfrenta muito medo de errar, gerando-se desconforto e sofrimento.
Característica que implica também dependência psicológica em relação à
aprovação dos outros, que passam a ser muito importantes para validar a atuação
da pessoa insegura. Em determinados casos pode levar o ser ao processo
depressivo, devido à insegurança.
Vê-se, portanto, que considerar os chacras na
prática espírita, pode ser um caminho a contribuir para a terapêutica de
patologias, tanto física, quanto espirituais.
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2110 - janeiro 2015 - Ano 87

Nenhum comentário:
Postar um comentário