Os Chacras e os Prazeres
por Fernando A. Palermo Falleiros
Já falamos neste espaço sobre
chacras e suas funções e, desta feita, abordaremos o que se convencionou chamar
se segundo chacra. Quando equilibrado, tem ele a função de processar os
prazeres, desde aqueles de ordem fisiológica e sensual, gerados pelo instinto
de sobrevivência, como o sexo e a alimentação, até o prazer de viver e de se
afirmar no mundo.
Guarda intensa relação com o primeiro chacra na atividade
contributiva para a manutenção de vida, consubstanciada, principalmente, no
prazer que o sexo e a alimentação proporcionam.
Se Deus não tivesse colocado o prazer nas funções vitais,
não se nasceria para a vida, e, se se nascesse, morreria de inanição.
Do mesmo modo, existe o prazer psicológico de se afirmar no
mundo, de ser capaz, de ser útil de realizar-se na cooperação com a obra
divina, podendo contribuir para um mundo melhor, a começar pela qualificação do
próprio mundo íntimo.
As pessoas que têm uma relação sagrada com os prazeres
tornam-nos cada vez menos sensuais. Desenvolvem os prazeres essenciais, ligados
à estesia, como o da convivência amiga, o de uma boa leitura, de um passeio
junto à natureza, o de ser cocriador de soisas sublimes. Resultam da sublimação
dos prazeres mundanos, sem, contudo, impedirem que gozem, de forma equilibrada,
os prazeres de uma boa mesa ou de uma relação sexual saudável.
Quando esse chacra encontra-se congestionado na
hiperatividade, temos o apego excessivo, em que o indivíduo abusa dos prazeres
sensoriais, buscando-os a qualquer custo, por meio, por exemplo, da sexolatria,
da glutonaria, prejudicando-se a si mesmo e aos que envolvem.
São pessoas extremamente voltadas para o ego, sem noção
plena de que os prazeres sensoriais existem com a finalidade de manter o
equilíbrio e a vida. Invertem os valores, negando espaço para os prazeres
estésicos, vivendo, portanto, apenas para a matéria.
Quando inibidos pela hipoatividade, tais chacras
proporcionam a aversão aos prazeres, proporcionando atitudes típicas de
puritanismo. Normalmente, tal postura surge após estágio prolongado na busca do
prazer pelo prazer, gerando sentimento de culpa, exacerbado pelos conceitos
religiosos antinaturais, pois já teria o indivíduo verificado que o prazer tem
sua origem na Sabedoria Divina, que o criou para a preservação da vida.
É preciso que se considere que o sentimento de culpa pode
implicar estado psicológico em que a negação completa do prazer de viver, como
se vê na depressão, cuja gradação mais profunda pode levar o indivíduo ao
suicídio, contrariando o próprio instinto de sobrevivência.
O fato de abolir o prazer de sua vida não repara o equivoco,
pois somente quando aprende a usá-lo de maneira equilibrada é que a pessoa
alcança a vitória sobre si mesma.
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Realização e Editoria: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Realização e Editoria: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2112- março 2015 - Ano 87

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