quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Prática Espírita

Obsessões Benignas
por Fernando A. Palermo Falleiros

 
No capítulo XXIII, item 246, de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, ao tratar das obsessões, alerta sobre a existência de espíritos que, sem qualquer intenção de maldade, tornam-se obsessores. E convém que consideremos essa possibilidade e procuremos descobrir-lhes as intenções, posto que há espíritos de boa índole, mas tomados de orgulho de falso saber. Têm seus sistemas, suas ideias sobre ciências, economia, moral, religião, filosofia, mas querem fazer prevalecer sua opinião.
Analisando tais ensinamentos, percebemos que a diversidade de classes evolutivas, determina diferenças quase ao infinito de realidades espirituais. Esses espíritos podem, sem que o queiram, exercer influências negativas, quando sua crença é adotada por médiuns e interessados encarnados, sem a devida ponderação e cuidado. Daí a recomendação para que redobremos a nossa vigilância.
O estudo criterioso da Doutrina Espírita nos garante sejamos isentos de paixões e nos conduziremos pela lógica e a razão, sem deixarmo-nos levar pelo fanatismo, pela rota segura da fé inabalável, livres de ilusões perigosas.
Os espíritos nos oferecem ensinamentos sobre a sua realidade, a sua cota de conhecimentos, acelerando-nos o passo evolutivo, mas todos, uns devagar, outros mais depressa, estão trilhando a estrada da evolução. Ensina-nos, ainda, o Espiritismo que se reconhece o nível moral de um espírito pelo conteúdo de suas manifestações. É nisto que devemos nos apegar e também na universalidade dos ensinamentos.
A fonte da verdade é universal e flui para a humanidade em várias frentes. No caso da Doutrina Espírita, quando de seu advento, os fenômenos explodiram, simultaneamente, em várias partes do mundo, culminando com o código doutrinário elaborado por Allan Kardec.
Portanto, quando nos defrontamos com situações que contrariam referida premissa, devemos ter a máxima cautela. não nos colocarmos em posição defensiva sem criteriosa avaliação, para não sermos orgulhosos ou fanáticos, mas estudantes cuidadosos dos princípios doutrinários.
É preferível que recusemos nove verdades a aceitar uma mentira.
 
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2109 - dezembro 2014 - Ano 87


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