quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Prática Espírita


Mediunidade Caridosa
por Fernando A. Palermo Falleiros
Mediunidade é uma faculdade natural que tem sede no organismo de pessoa que a possui, mais precisamente na glândula pineal. Não privilegia ninguém, porquanto todos somos médiuns, uns em um grau maior, outros, menor. Mas, a pessoa a quem se atribui a qualidade de médium é aquela capaz de servir de intermediária entre o Plano dos Espíritos e os encarnados, de forma ostensiva.
N’O Livro dos Médiuns, capítulo XVIII, Kardec trata da atividade mediúnica como uma missão cuja desincumbência dedicada e amorosa faz do médium uma pessoa ditosa.
Quando os luminares espirituais esclarecerem ser a mediunidade uma incumbência aceita pelo seu portador, estão dizendo que é ela objeto de programação prévia, incorporada nas futuras atividades da vida física do reencarnante quando ainda no mundo espiritual. Não se trata de uma imposição ou improvisação. A mediunidade-tarefa é aceita em clima de alegria e expectativa, como bem o afirmam obras específicas como algumas de autoria dos espíritos André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda.
Missão, ao contrário do que muitos pensam, pode ser incumbência simples que, alavancando o progresso do espírito encarnado, não apresente, contudo, elevada expressão. Logo, existem grandes e pequenas missões, em diferentes níveis de alavancamento evolutivo.
Somos todos aprendizes da vida, e o trabalho-aprendizado, se executado com dedicação e amor, é benção de Deus a promover-nos salto qualitativo na senda do espírito imortal.
Se Jesus nos advertiu de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”, todo nosso patrimônio físico, intelectual e espiritual, é-nos valioso recurso e oportunidade de serviço no bem.
Kardec pergunta aos Espíritos: “Se é uma missão, como explicar que uma mediunidade não constitua privilégio dos homens de bem e que seja concedida a pessoas que nenhuma estima merecem e que dela abusam?” E os instrutores espirituais respondem: “A faculdade da mediunidade lhes é concedida, porque precisam dela para se melhorarem e reunir condições de receber bons ensinamentos. Se não aproveitarem a concessão, sofrerão as conseqüências...”
O trabalho do médium é receber bons ensinamentos, aplicá-los a si mesmos e distribuir a todos quantos possa alcançar. Nas nossas reuniões de atendimento socorrista e terapia espiritual, aprendemos muito, de um lado, com a vinda dos nossos irmãos necessitados e, de outro, com os ensinamentos dos amigos e mentores espirituais, o que, a par de atestar a imortalidade do espírito, nos conscientiza da necessidade de esforço evolutivo.
É o clamor das leis que nos regem as relações familiares, sociais e espirituais a nos impor enobreçamos os sentimentos no rumo do amor e da expressão da caridade, que lhe resulta inevitável.

Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2108 - novembro 2014 - Ano 86

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