Mediunidade Caridosa
por Fernando A. Palermo
Falleiros
Mediunidade é uma faculdade
natural que tem sede no organismo de pessoa que a possui, mais precisamente na
glândula pineal. Não privilegia ninguém, porquanto todos somos médiuns, uns em
um grau maior, outros, menor. Mas, a pessoa a quem se atribui a qualidade de
médium é aquela capaz de servir de intermediária entre o Plano dos Espíritos e
os encarnados, de forma ostensiva.
N’O Livro dos Médiuns, capítulo XVIII, Kardec trata da atividade
mediúnica como uma missão cuja desincumbência dedicada e amorosa faz do médium
uma pessoa ditosa.
Quando os luminares espirituais
esclarecerem ser a mediunidade uma incumbência aceita pelo seu portador, estão
dizendo que é ela objeto de programação prévia, incorporada nas futuras
atividades da vida física do reencarnante quando ainda no mundo espiritual. Não
se trata de uma imposição ou improvisação. A mediunidade-tarefa é aceita em
clima de alegria e expectativa, como bem o afirmam obras específicas como
algumas de autoria dos espíritos André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda.
Missão, ao contrário do que
muitos pensam, pode ser incumbência simples que, alavancando o progresso do
espírito encarnado, não apresente, contudo, elevada expressão. Logo, existem
grandes e pequenas missões, em diferentes níveis de alavancamento evolutivo.
Somos todos aprendizes da vida, e
o trabalho-aprendizado, se executado com dedicação e amor, é benção de Deus a
promover-nos salto qualitativo na senda do espírito imortal.
Se Jesus nos advertiu de que “a
quem muito foi dado, muito será pedido”, todo nosso patrimônio físico,
intelectual e espiritual, é-nos valioso recurso e oportunidade de serviço no
bem.
Kardec pergunta aos Espíritos:
“Se é uma missão, como explicar que uma mediunidade não constitua privilégio
dos homens de bem e que seja concedida a pessoas que nenhuma estima merecem e
que dela abusam?” E os instrutores espirituais respondem: “A faculdade da
mediunidade lhes é concedida, porque precisam dela para se melhorarem e reunir
condições de receber bons ensinamentos. Se não aproveitarem a concessão,
sofrerão as conseqüências...”
O trabalho do médium é receber
bons ensinamentos, aplicá-los a si mesmos e distribuir a todos quantos possa
alcançar. Nas nossas reuniões de atendimento socorrista e terapia espiritual,
aprendemos muito, de um lado, com a vinda dos nossos irmãos necessitados e, de
outro, com os ensinamentos dos amigos e mentores espirituais, o que, a par de
atestar a imortalidade do espírito, nos conscientiza da necessidade de esforço
evolutivo.
É o clamor das leis que nos regem
as relações familiares, sociais e espirituais a nos impor enobreçamos os
sentimentos no rumo do amor e da expressão da caridade, que lhe resulta
inevitável.
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2108 - novembro 2014 - Ano 86

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