terça-feira, 23 de setembro de 2014

Prática Espírita

Terapia da palavra - por Fernando A. Palermo Falleiros
    
     O Espiríto João Cleofas, no livro Intercâmbio Mediúnico, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ensina-nos que dialogar com os espíritos que vêm até nós, pela via mediúnica, é "... arte de compreender, psicologicamente, a dor dos enfermos que ignoram a doença em que se debatem, usando a palavra oportuna e concisa qual um bisturi que opera com rapidez, preparando o paciente para uma terapia de longo curso..."
     Propõe que se não tenha a pretensão de erradicar, naqueles breves instantes de diálogos, problemáticas enraizadas, mas que se aponte o rumo, despertando esses sofredores desencarnados para uma visão mais alta e otimista da vida, possibilitando que, os realmente interessados no próprio progresso e felicidade, coloquem em prática as reflexões e orientações recebidas.
     O atendimento que fazemos a esses espíritos, obedece, primordialmente, a estes dois fatores: choque anímico e a doutrinação, que utiliza o recurso da palavra. O sentimento do amor e a força mental utilizada pelo doutrinador, sempre influenciado pelos mentores, propiciam que o irmão necessitado grave, nos refolhos da alma, os conceitos, alertas e esclarecimentos, passados pela doutrinação caridosa.
     Que floresçam em decisões que modificarão o panorama mental, auxiliando o desenrolar das terapias que se seguem na espiritualidade, levando à redenção espiritual.
     A brevidade do atendimento deve ser respeitada, e não devemos esperar o milagre da cura instantânea, como alerta o autor espiritual, na referida obra.
     A natureza não dá saltos, na verdade, o que realmente importa, é a conscientização do espírito imortal. Jesus é o exemplo maior desta premissa, permanecendo em compasso de espera pela humanidade, desde tempos imemoriais, respeitando o ritmo evolutivo de cada espírito.
    O doutrinador deve buscar, de maneira disciplinada e firme, a sintonia com os terapeutas espirituais, para receber as intuições de maneira mais cristalina e pura que lhe for possível, vigiando e orando sempre, mas de maneira especialmente redobrada nos dias de trabalhos espirituais.
     Outras terapias complementares existem e devem ser utilizadas sempre como recursos outros que auxiliam no sucesso do atendimento, sendo esses o alicerce de um trabalho com Jesus.
Texto extraído do jornal "A Nova Era".
Responsabilidade Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2106 - setembro 2014 - Ano LXXXVI


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