Aprendendo com Emmanuel
Conta Particular
A
exclamação de Jesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao coração do
homem – templo vivo do Senhor – que à cidade de ordem material, destinada à
ruína e à desagregação nos setores da experiência.
Imaginemos
o que seria o mundo, se cada criatura conhecesse o que lhe pertence à paz
íntima.
Em
virtude de quase geral desatenção a esse imperativo da vida, é que os homens se
empenham em dolorosos atritos, assumindo escabrosos débitos.
Atentemos
para a assertiva do Mestre – “ao menos
neste teu dia”.
Estas
palavras convidam-nos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos
presentemente e a refletir nos séculos que perdemos; compelem-nos a meditar
quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.
O
homem encarnado dispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente dele, que lhe
foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria renovação.
Necessário
é que cada um conheça o que lhe toca à tranqüilidade individual. Guarde cada homem
digna atitude de compreensão dos deveres próprios e os fantasmas da iniqüidade
estarão afastados. Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular e
dois terços dos problemas sociais do mundo surgirão naturalmente resolvidos.
Repara
as pequeninas exigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.
Não
caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas humildes que te
competem.
Livro: Pão Nosso – Psicografia de Francisco
Cândido Xavier – Ed. FEB
Texto retirado do
jornal "A Nova Era".
Responsabilidade
Editorial: Idefran - Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
Número 2106 -
setembro 2014 - Ano LXXXVI

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